beyond the sunrise

Irmã mais velha

Julho 2, 2007 · 4 Comentários

Primeiro dia oficial de férias. Na verdade, fiquei de férias na sexta, após o último simulado do semestre, o estilo segunda fase UFPE. Mas hoje é o dia que eu teria de ir à escola. Depois de um final de semana chegando em casa tarde todos os dias, e todos os dias sendo acordada pela minha irmã- ou para pegar roupa no meu quarto- ou com o som altíssimo e pessoas rindo e falando alto na sala, com a justificativa de que estava fazendo trabalho para a faculdade. Salvo um pequeno deslize de alteração de humor no dia em que fui acordada com o tal som altíssimo, recebi todas essas saudações matinais com muita calma e auto-controle.
Voltando para a segunda-feira, primeiro dia oficial de férias, após a parte em que fui acordada com o som altíssimo, sem pessoas falando alto dessa vez, mas o altíssimo do som compensaria quaisquer que fossem as pessoas que estivessem gritando. Sem outra alternativa, acordei, tomei café, conversei um pouco com os hóspedes, e assim que senti que a paz voltava a reinar na minha humilde casa super-habitada, voltei ao meu quarto, com os hóspedes, e tentei tirar um cohilo para descansar o corpo do final de semana movimentado e também para prepará-lo para a semana de revisão que me aguarda.
A hora estava tão propícia para o ato de dormir que nem o sol que escapava pela janela de um fumê meio fajuto e vazava pela cortina transparente, nem este teve vez para atrapalhar meu sono. Nem minha irmã que muitas vezes entrou a fim de procurar roupas interrompeu a tranquilidade do meu sono. Quando esse pequeno cohilo estava abrindo espaço para um sono profundo, Izabel abre a porta bruscamente e fala, com uma voz carregada de autoritarismo: Luíza, venha cá, Ah, Izabel, tô dormindo, fala daí, Não, Luíza, venha aqui. Então me levantei, mesmo com a lembrança de todas às vezes em que entro no quarto dela, na ponta dos pés, para pegar desodorante de manhã cedo e sou expulsa com gritos, por atrapalhar o sono da princesa. Fui até o banheiro, para ouvir o assunto tão secreto.
E como ouvi,pois mal apareci na porta do banheiro, e começaram os gritos.
LUÍZA, POR QUE DIABOS VOCÊ RESOLVEU EMPRESTAR TODAS AS MINHAS ROUPAS PARA TODO MUNDO?
hã?

EU ESTOU SEM ROUPAS PARA TRABALHAR, PORQUE VOCÊ USOU TODAS DURANTE O FINAL DE SEMANA.

Depois de raciocinar um pouco, ainda assustada sob os gritos, lembrei que so tinha usado uma blusa da megera durante todo o final de semana, um fato incrível, pois realmente tenho o costume de usar suas roupas, mas esse final de semana em especial conseguir me virar muito bem com meu guarda-roupa precário. Então virei as costas e voltei pro quarto.
Mas minha tentativa de retornar aos braços de Morfeu falharam, pois não satisfeita em reclamar comigo por suas roupas estarem sujas (lembro que praticamente não ajudei a sujá-las), foi reclamar com Dida, que teria permitido que eu usasse as tais roupas que não usei, e em seguida com meu progenitor, sabe-se lá por que. Talvez por ter sido ele o doador de algum gêne que a tornou problemática desse jeito.
E aqui estou, escrevendo esse texto completamente cansativo e enfadante, tentando algum tipo de transmissão de abuso para o computador.

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