beyond the sunrise

Entradas do Julho 2007

Fim de férias

Julho 19, 2007 · Deixe um comentário

Eis que chega o fim das minhas férias. Mais rápido que o normal dessa vez. Não, não voltaram minhas aulas ainda, mas semana que vem estarei fazendo provas de recuperação! Provas estas para quais não estudei um tiquinho que seja, logo tenho esperanças de conseguir começar a me preparar a partir de amanhã.  Ok, eu já sou bastante monotemática no meu dia-dia, falando toda hora de estudos e regimes- duas coisas que não consigo colocar em prática (quem sabe seja por isso que eu falo tanto, pra trazê-las à minha vida de alguma forma),- e seria legal mudar um pouco pelo menos por aqui, não é!?  A propósito não tenho escrito aqui por um motivo que já falei anteriormente, estou desaprendo até a fazer coisas que já fazia mal! É esse velho problema com repetição,  sempre tenho a impressão de que meus textos (assim como meus diálogos e outras coisas em mi vida) são todos iguais, e como eu não tenho leitores, me canso duplamente por mim e pelos meus inexistentes leitores! Mas como estou em profunda agonia (mentira, apenas entediada), procurei algo pra passar o tempo, o que não devia estar fazendo para acordar disposta para acorar amanhã cedo e estudar.

Ok, não está dando muito certo. Até algum dia, :)

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Confissões de Adolescente

Julho 2, 2007 · 6 Comentários

Você já sabe que faculdade vai fazer?
-nào
-não?
-não
-bom, então eu acho que já é hora de começar a pensar não acha não? O vestibular tá perto. As faculdades já abriram as inscrições. Mas como é que você vai se inscrever se não sabe que faculdade vai fazer?

(depoimentos)
Bárbara- Se na hora H eu não souber o que fazer, eu pego e me inscrevo pra tudo: uma carreira diferente em cada faculdade.
Carol- ah, eu quero ser cineasta, fazer altos filmes de terror: “pais que levam as filhas à loucura!”

-Bárbara, minha flha, faculdade é uma coisa muito séria
-por que que eu tenho que fazer uma faculdadE?
-como assim “por que que eu tenho que fazer uma faculdade?”


Bárbara- Pô, será que só se pode ser feliz se fizer uma faculdade? E se o que eu quiser não ensinarem em faculdade? Já não bastava a minha angústia de não saber o que eu quero fazer, precisa me pressionar? Eu já tava ficando histérica, urrrrrrr!

-minha filha, você não vai ter papai pra te sustentar a vida toda, por isso que acho que essa não é uma boa hora para você bancar a engraçadinha. minha filha, as coisas não tão mole, a vida não é uma mesa de doces. Você ja parou pra pensar como é que você vai se sustentar?
-casando com um homem rico, ué!

Paulo- aaah, mas se eu falasse assim com meu pai, mas eu levava uma bolacha! na minha época a minha época as coisas eram diferentes!
Bárbara- Tããão diferentes que acabou fazendo o que o meu avô queria.
Carol- Mas eu queria ser mesmo era piloto de avião! Mas me falaram que mulher não pode ser piloto. Então eu quero ser aeromoça. Se bem que eu não tenho muita certeza não
Natália- Essa pressão pra escolher o que fazer no vestibular é de enlouquecer. Eu mesma já tô entrando no primeiro ano do segundo grau e já tenho que escolher a área: se é tecnológica, biomédica ou ciências humanas. será que não é um pouquino cedo não? Ainda faltam três anos, pô!

-vou estudar no exterior!
-vai estudar aondE?
-no exterior
-no exterior? mas que maravilhaa! que cabeça, viu? mas diz pra mim, de onde você tirou essa idéia? vai estudar aonde? maiame, holulu ou..
-em qualquer lugar, porque em cinco anos essa droga de país afunda!
-fala mais alto, assim todo mundo ouve a besteira que você ta falando!
-besteira um cacete!
-vê la como voce fala com seu pai, e para de bater a porta do meu carro porque custou muito caro!

Bárbara- Até parece que é muito simples! Do jeito que ele fala, parece que eu to indecisa de propósito, pô! Eu não sei, não sei, não sei.como é que eu vou saber?
Diana- Eu tava aqui pensando nessas entrevistas que eu to fazendo. uma loucura, sabia?
acho que ta cada vez mais dificil a gente escolher uma carreira, porque ta cada vez mais difícil acreditar numa profissão. não é so uma carreira, mas são todas as carreiras. Devser a situação do país, ne, sei lá..
-Por isso mesmo, né Diana. Por isso  mesmo que é importante a gente escolher o que gosta.. só que eu gosto de tantas coisas.. não sei qual é a minha vocação!

-barbara, voce ja chegou a alguma conclusao sobre aquela nossa conversa?
Diana- to sem fome, gente, acho que vou dormir
Carol- é, eu também to com sono.. Natália, você também não falou que tava com sonooooo?
Natália- peraí, carol, eu to comeeendo!
-sabe, filha, eu estava pensando e, sei lá, eu até… olha so, voce não gostaria de seguir a profissao de papai? hein filha? que tal? as portas ja estariam abertas! e depois junto com a faculdade de direito voce poderia fazer economia
depois eu mandava você para o exterior e voce fazia pos graduaçao e se especializava em direito internacional…  vou dizer uma coisa pra você! hoje em dia é uma das áreas mais importantes! e então, filhota, o que que voce acha? bárbara…?
-deus que me livre de ser advogada que nem você! voce ta ficando neorótico de tanto trabalhar. deus que me livre acordar todos os dias às oito, para estar no escritório todos os dias às 10, e passar todos os dias oito horas sentada atrás de uma mesa por tras de quilos de processos, esquentando a mnha cabeça com problema dos outros, sair do escritório às seis, pra depois chegar em casa e grudar a cara em mais livro, em mais processos e todo dia encher o saco das filhas COMO VOCÊ ANDA ENCHENDO O MEU!!

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Irmã mais velha

Julho 2, 2007 · 4 Comentários

Primeiro dia oficial de férias. Na verdade, fiquei de férias na sexta, após o último simulado do semestre, o estilo segunda fase UFPE. Mas hoje é o dia que eu teria de ir à escola. Depois de um final de semana chegando em casa tarde todos os dias, e todos os dias sendo acordada pela minha irmã- ou para pegar roupa no meu quarto- ou com o som altíssimo e pessoas rindo e falando alto na sala, com a justificativa de que estava fazendo trabalho para a faculdade. Salvo um pequeno deslize de alteração de humor no dia em que fui acordada com o tal som altíssimo, recebi todas essas saudações matinais com muita calma e auto-controle.
Voltando para a segunda-feira, primeiro dia oficial de férias, após a parte em que fui acordada com o som altíssimo, sem pessoas falando alto dessa vez, mas o altíssimo do som compensaria quaisquer que fossem as pessoas que estivessem gritando. Sem outra alternativa, acordei, tomei café, conversei um pouco com os hóspedes, e assim que senti que a paz voltava a reinar na minha humilde casa super-habitada, voltei ao meu quarto, com os hóspedes, e tentei tirar um cohilo para descansar o corpo do final de semana movimentado e também para prepará-lo para a semana de revisão que me aguarda.
A hora estava tão propícia para o ato de dormir que nem o sol que escapava pela janela de um fumê meio fajuto e vazava pela cortina transparente, nem este teve vez para atrapalhar meu sono. Nem minha irmã que muitas vezes entrou a fim de procurar roupas interrompeu a tranquilidade do meu sono. Quando esse pequeno cohilo estava abrindo espaço para um sono profundo, Izabel abre a porta bruscamente e fala, com uma voz carregada de autoritarismo: Luíza, venha cá, Ah, Izabel, tô dormindo, fala daí, Não, Luíza, venha aqui. Então me levantei, mesmo com a lembrança de todas às vezes em que entro no quarto dela, na ponta dos pés, para pegar desodorante de manhã cedo e sou expulsa com gritos, por atrapalhar o sono da princesa. Fui até o banheiro, para ouvir o assunto tão secreto.
E como ouvi,pois mal apareci na porta do banheiro, e começaram os gritos.
LUÍZA, POR QUE DIABOS VOCÊ RESOLVEU EMPRESTAR TODAS AS MINHAS ROUPAS PARA TODO MUNDO?
hã?

EU ESTOU SEM ROUPAS PARA TRABALHAR, PORQUE VOCÊ USOU TODAS DURANTE O FINAL DE SEMANA.

Depois de raciocinar um pouco, ainda assustada sob os gritos, lembrei que so tinha usado uma blusa da megera durante todo o final de semana, um fato incrível, pois realmente tenho o costume de usar suas roupas, mas esse final de semana em especial conseguir me virar muito bem com meu guarda-roupa precário. Então virei as costas e voltei pro quarto.
Mas minha tentativa de retornar aos braços de Morfeu falharam, pois não satisfeita em reclamar comigo por suas roupas estarem sujas (lembro que praticamente não ajudei a sujá-las), foi reclamar com Dida, que teria permitido que eu usasse as tais roupas que não usei, e em seguida com meu progenitor, sabe-se lá por que. Talvez por ter sido ele o doador de algum gêne que a tornou problemática desse jeito.
E aqui estou, escrevendo esse texto completamente cansativo e enfadante, tentando algum tipo de transmissão de abuso para o computador.

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