beyond the sunrise

Ser poeta

Abril 2, 2008 · 1 Comentário

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de ouro e de cetim…
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente…
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!

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Março 22, 2008 · Não Há Comentários

Noite em Gravatá,

Pablo, Luíza e Rhayan brincam no tecido…

Pablo- Rhayan, vou fazer rapel, taaa?

Rhayan- Tá, idiota, embora você não faça bem como eu ¬¬

Pablo sobe no tecido e se diverte fazendo acrobacias aéreas, Rhayan se afasta um pouco, andando em círculos e olhando o chão entediado. De repente ele dá um pulo e solta um gemido assustado.

Rhayan- Ai, meu deusss, um barbeiro!!

 Luíza- (dá uma olhada rápida, entre bocejos) Ahn, é..?

Pablo- Luaa, posso te ensinar a fazer rapel? Luíza- Ah, claro, Pablo, como é?

Rhayan- (sem tirar os olhos do inseto) PABLO, eu acabei de mostrar para ela, e além do mais você não sabe ensinar nada!

 Pablo- ooo, Rhayan!!! Luíza- Vai, Pablo, mostra!

 Pablo mostra o movimento animado “Aí você passa a perna aqui, e depois faz assim ó, assim, viu?

Rhayan resmunga alguma coisa rispidamente sobre o inseto, vez ou outra dando pulinhos para trás. -aaai, sai, sai, barbeiro

 Pablo- O que é que tem o barbeiro, Rhayan?

Rhayan- O que é que tem? O QUE É QUE TEM? O que é que tem que se ele le picar seu coração inxa bem muito e você morre, entendeu? Aff, e sai daí que eu ensino pra Luíza. Rhayan mostra o movimento com expressão séria e segura “Faça primeiro a chave de cintura, depois passe por baixo, depois pela esquerda, depois direcione a perna para o astral, em seguida passe a cabeça para o meridional..”.

Em seguida, Rhayan sai do terraço, Luíza sobe no tecido e fica revesando com Pablo. Depois de alguns minutos Rhayan volta, acompanhado da mãe e da tia, direciona elas para o inseto, mas ninguém dá a atenção que ele esperava para o inseto e após alguns minutos de discussão todas falam que não é um barbeiro e saem. Rhayan fica decepcionado e volta a atenção para o tecido.

Manhã em gravatá….

Luíza acorda, toma banho e dá uma circulada pela casa. Dez para meio dia, Rhayan ainda dorme. Pega um livro e segue então para o terraço, onde encontra Pablo brincando com uma menina gordiha e mais baixa que ele. Senta da cadeira, de pernas cruzadas e abre o livro, desviando a atenção a cada dois minutos para Pablo mostrando as marcavilhas da casa e do tecido para sua coleguiha, Juliane.

Pablo- aaah, Juliane… E sabia que aqui tem um monte de barbeiro?

Juliane- Barbeeiro?

Pablo- Tu não sabe o que é Barbeiro? É aquele bixinho enorme que pica você e seu coração inxa até você não conseguir mais respirar e morrer…

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disritmia

Março 15, 2008 · 1 Comentário

Eu quero me esconder debaixo
dessa sua saia, pra fugir do mundo
Pretendo também me embrenhar
no emaranhado, desses seus cabelos
Preciso transfundir teu sange
pro meu coração, que é tão vagabundo
Me deixe te trazer num dengo
Pra num cafuné fazer os meus apelos
me deixe te trazer num dengo
Pra num cafuné fazer os meus apelos
Eu quero ser exorcisado
pela água benta, desse olhar infindo
Que bom é ser fotografado
mas pelas retinas dos seus olhos lindos
Me deixe hipnotizado
pra acabar de vez com essa disrtimia
Vem logo, vem curar teu nego
que chegou de porre lá da boemia
Vem logo, vem curar
vem curar teu nego que chegou
que chegou de porre lá da bo…
Lá da Boemia

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disritmia

Março 15, 2008 · 1 Comentário

Cheguei a um ponto de não mais conseguir conviver comigo mesma. Desespero-me ao me perceber. E entro em profunda agonia ao perceber que sempre desespero-me, e caí na repetição de modo tão forte, que constantemente penso nessa repetição, e acabo privando-me de agir com medo de andar sempre em círculos, e acabo desta forma por repetir mais ainda.
E essa meta-linguagem que circunda minha vida me entristece, por mais idiota que isso seja.
Às vezes sinto-me tão ampla, e geralmente me alegro, por respirar grande, nessa troca substancial com o mundo. Mas quando vejo-me fechada, é difícil fugir, e tenho medo de deixar as pessoas tontas com esse labirinto insuportável. Mas quando mais me escondo, mais complicado fica achar algum caminho coerente, e mais apertado fica o meu mundo.

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Desintoxicação

Março 11, 2008 · 1 Comentário

Eis que aqui sentada,

um pouco longe

de você,

percebo

como a nossa tendência é realmente a aceitar.

Não mais temer.

Mas penso se essa aceitação da vida é algo positivo. Aceitamos diariamente nossa nova condição, e convivemos, e voltamos a tomar a sopa, em silêncio, entendendo que é assim porque a gente muda mesmo.

Às vezes pego-me constrangida com ideologias não atuais, um dia minhas. E volto a pensar, se após seguir àlguma “linha de evolução” somos os mesmos. Se existe realmente alguma essência que faz parte da nossa composição, como o cheiro que é próprio e permanece, independente da freqüente mudança de shampoos.  E se há motivos para temermos a possibilidade de não sermos mais os mesmos.

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destiny

Fevereiro 7, 2008 · 2 Comentários

Quando o tempo e o espaço se tornam perceptíveis num misto de dor e ansiedade pelo reconhecimento de vida.
Para Paloma o amor ardia, queimava em carne viva. Ela carregava em si o peso de tantas vidas que não a sua (na verdade ela se sentia um pouco dona dessas vidas sim) que o amor por essas a emocionava tanto que fazia doer. Porque ela amava para dentro. E de tanto amar, tanto entendia, tanto sabia, que não precisava explicar. E esse mundo todo que carregava, pulsava tão forte dentro dela que por vezes confundia-se com os batimentos cardíacos.
E era tanta coisa, tanta gente que carregavam que não era de sua parte controlar o que sentia quanto mais explicar.
Por vezes acontecia de receber uma mensagem do mundo de dentro em horas tão inevitadas que não sabia o que fazer. E se tivesse no meio da multidão, corria para chorar.
E chorava o mundo todo.
As pessoas são tão difíceis. É uma eterna luta entre antônimos, tal qual o simples e o complexo.
Ou é complexidade ou é um narcisismo sem fim, porque pense num assunto polêmico, esse tal de ser humano.
Nesse domingo, Paloma acordou e ficou na cama. E chegou a conclusão de que esse bando de coisa e de gente dentro dela fazia de sua vida um círculo de repetições tão grande que a estava sufocando.
E ela decidiu que queria nascer outra vez, para ver se nascia uma só. Mas não era uma coisa fácil de fazer, só decidindo. Então tentou achar outra solução.
Então tentou se refugiar, e trancou-se no quarto por cinco dias inteiros, saindo apenas para comer e ir ao banheiro. Já no segundo dia, sentiu-se tão sozinha que chorou. No terceiro dia sentiu-se mais sufocada ainda. Mas não entendia como podia sentir-se mais sufocada se estava evitando olhar para o mundo. No quato dia leu um livro, e chorou a noite inteira, por descobrir que mesmo trancada, ela também estava no mundo. E por mais que tentasse ler para distanciar-se de si, entristecia-se por ler a si própria escrita por outra pessoa. No quinto dia, acordou com o telefone, engano. Tomou banho e foi fazer compras.

Enquanto escolhia o leite cuja a caixa tinha sido menos reciclada, percebeu que já havia se perdido tanto, que só nascendo de novo mesmo. Estava tão possuída pelo mundo, e talvez nem fosse tão fatal assim. Escolheu um Itambé, a caixa tinha sido reciclada nove vezes e nem parecia tão mole assim.

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tudo

Outubro 20, 2007 · 2 Comentários

Pensamento vem de fora

e pensa que vem de dentro,

pensamento que expectora

o que no meu peito penso.

Pensamento a mil por hora,

tormento a todo momento.

Por que é que eu penso agora

sem o meu consentimento?

Se tudo que comemora

tem o seu impedimento,

se tudo aquilo que chora

cresce com seu fermento;

pensamento, dê o fora,

saia do meu pensamento.

Pensamento, vá embora,

desapareça no vento.

E não jogarei sementes

em cima do seu cimento.

(arnaldo antunes) 

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09-09-07

Outubro 16, 2007 · Não Há Comentários

Peço-me permissão neste momento- a ninguém menos que a mim própria, para desprender-me de uma única linha de pensamento, visto que meus pensamentos não são um único. Essa mania de achar que as coisas precisam ser lineares e ter uma lógica seqüenciada sufocam-me de tal forma que muitas vezes acaba por ser inútil o ato de escrever, já que escrevo para respirar. É que às vezes me vêm uns sentimentos especiais. Especiais por não serem causados pelas coisas do dia-a-dia. Ou quem sabe até sejam, mas são diferentes dos de sempre. É uma tristeza alegre que vem com um filme, uma alegria nostálgica trazida por uma brisa do pôr-do-sol, . E é tudo regado com uma música que me faz dançar initerruptamente- ás vezes até sem me mexer- e querer mudar severamente o meu mundo e até me faz acreditar, nem que seja por um segundo, em projetos impossíveis.

Acho que sou muito volátil. É uma linha de pensamento que facilmente se perde, desistimulando-me quase por completo. Motivações momentâneas.

Tenho percebido cada vez mais que estamos sempre mudando. (ooooh!) Muito mais do que esperávamos. Nossos anseios não são mais os mesmos de minutos atrás. Nossas convicções dissolvem-se muito mais facilmente do que julgávamos. às vezes quero tanto algo que pego-me co0m medo de deixar de querer posteriormente, e não dar continuidade a projetos tão planejados. Mas isso não deveria ser uma preocupação, pois quando não mais for afeiçoada por tal coisa, a perda não deverá me abalar. Sei que estou sendo confusa, mas prometi não me preocupar muito com isto, então seguirei adiante. É que às vezes sinto saudades de coisas que ainda não foram. Vai ver também é por isso que escrevo, para não perder-me totalmente no tempo. É um tanto narcisista isso, não? Pode ser também pela incapacidade de construir. Já que não mexo-me o suficiente para fazer algo no mundo externo, contento-me com este medíocre- porém mais meu. Inegavelmente é mais fácil fazer metas do que cumprí-las. Estou viva, tenho desejos, ao menos contento-me listando-os. Que importa se não tenho força para realizá-los?

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    Metamorseando

    Outubro 4, 2007 · 1 Comentário

    A gente vive se preparando físicamente para as grandes mudanças da nossa vida. É um corte de cabelo diferente quando se passa no vestibular, uma arrumação no quarto que pra dar início à uma arrumação na vida, um tênis novo para o novo ano escolar, um apartamento novo para uma nova vida conjulgada, e por aí em diante.
    Mas as mudanças de verdade, são aquelas que chegam sem festa de recepção, sem serem programadas, só posteriormente percebidas e às vezes sem nem serem admitidas.

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    Horário Livre

    Setembro 19, 2007 · Não Há Comentários

    Isso de pressão é realmente broxante. Embora muitos não achem, pra mim estudar é até legal, e mesmo falando mal por vezes, eu gosto de todas as matérias. O problema é essa obrigação mesmo, e de ter que estudar sempre, afinal não é sempre que eu tenho tempo, visto que tenho coisas mais entusiasmantes para ocupar-me. Aí acaba atrasando assunto, e quando vai ver o que tem que recuperar, é coisa demais e até desistimula.
    Foi exagero meu falar de tempo, pois mesmo este sendo pouco, este pouco eu não aproveito. Gasto minhas duas únicas tardes semanais (três, às vezes) dormindo, no computador, vendo algum filme, ou até mesmo vegetando, sem fazer nada. Mas está chegando o final do ano, e com oito semanas para o vestibular, despesperei-me, e decidir fazer mais uma tentativa de estudar todo dia, e todas as semanas, ao invés de selecionar uma ou duas semanas ao mês.
    Pois então. Hoje pela manhã, no colégio, fiz meu horáro de estudos. Algo bem realista, para que eu farrape o mínimo possível. Começaria a cumprir logo hoje, pois todos sabemos que mesmo que não cheguemos a cumprir alguma meta, o primeiro dia é o que fazemos mais por onde (principalmente se tratando de regimes e estudos). Então. Hoje era a única tarde da semana em que começava os estudos de 13h30 (na terça e na quinta tenho aula pela tarde, e para segundas e quartas deixei espaço para um cochilo). Tinha ido dormir cerca de uma hora da manhã no dia anterior, mas, com toda a minha determinação de primeiro dia, aguentei firme e estudei de 13h30 até quase 18hrs, com algumas pausas para café e lanche.
    Segundo meu horário de estudos, tenho três horas livres (duas e meia pelos atrasos que foram ultrapassados por conta dos lanches), e às oito começo a estudar geografia. Deixei essas três horas livres, para dar para dormir um pouco ou fazer qualquer outra coisa que me descansasse, pois para o meu metabolismo de preguiçosa-mór, 10 horas inteirinhas acordada e sem estar deitada, é algo realmente estafante.
    O problema é que neste exato momento, sinto-me demasiadamente pressionada para descansar e não encontro o que fazer com essas minhas ‘horas de lazer’. Já deitei, e apesar do canssaço, não consegui dormir. Liguei a televisão inutilmente, mas não passa nada assistível na televisão, e o computador também não é muito mais atraente.
    Bem, então estou indo sentar-me no sofá para esperar alguns quarenta minutos.

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